quinta-feira, 19 de março de 2015

Goleiro Bruno pode ir para as ruas em 2020 - Briga com agente penitenciário fez atleta perder 59 dias trabalhados na prisão

Do R7
Goleiro promete fazer revelações sobre o caso ao apresentador Gugu. A entrevista vai ao ar na noite desta quarta-feira (18) Record / Reprodução
Se não cometer mais nenhuma infração na cadeia, o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza poderá pedir progressão para o regime semiaberto no dia 11 de março de 2020. Ele ainda pode tentar antecipar a data se voltar a trabalhar entre os presos.
Bruno Fernandes já descontou cinco meses (166 dias) da pena a ser cumprida por ter trabalhado por quase dois anos (677 dias) na faxina da cadeia e na costura de bolas. O benefício poderia ser maior, já que Bruno perdeu 59 dias em janeiro de 2014, quando ameaçou um agente penitenciário. A cada três dias de trabalho, o condenado tem um dia a menos da pena para cumprir.
Ele trabalhou até o dia 18 de junho de 2014 e, atualmente, não pratica atividades profissionais, segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social).
Segundo a certidão de cumprimento de pena disponibilizado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Bruno Fernandes receberia o livramento condicional apenas em 2025. O ex-goleiro do Flamengo cumpriria pena domiciliar até janeiro de 2034, quando a dívida com a Justiça finalmente seria paga.
Acordo milionário

Neste ano, Bruno Fernandes entrou em acordo com o Flamengo para receber cerca de R$ 600 mil em direitos de imagem e salários atrasados. O goleiro pedia R$ 2 milhões e pode receber R$ 1 milhão por conta de juros e correção monetária. O clube da Gávea deve pagar as parcelas dentro de um acordo com o Tribunal Regional do Trabalho, que destina todo mês uma quantia para passivos trabalhistas.
Condenação

Condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, o atleta cumpre pena por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Em 2014, Bruno chegou a ser transferido para o presídio de Francisco Sá, no norte de Minas, por ter assinado contrato para jogar no Montes Claros Futebol Clube. Como não recebeu autorização judicial para participar dos treinos, voltou para a unidade prisional da Grande BH, que fica mais perto da casa da família.


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