Goleiro promete fazer revelações sobre o caso ao apresentador Gugu. A entrevista vai ao ar na noite desta quarta-feira (18)
Record / Reprodução
Se não cometer mais nenhuma infração na cadeia, o goleiro Bruno
Fernandes das Dores de Souza poderá pedir progressão para o regime
semiaberto no dia 11 de março de 2020. Ele ainda pode tentar antecipar a
data se voltar a trabalhar entre os presos.
Bruno Fernandes já descontou cinco meses (166 dias) da pena a ser
cumprida por ter trabalhado por quase dois anos (677 dias) na faxina da
cadeia e na costura de bolas. O benefício poderia ser maior, já que
Bruno perdeu 59 dias em janeiro de 2014, quando ameaçou um agente
penitenciário. A cada três dias de trabalho, o condenado tem um dia a
menos da pena para cumprir.
Ele trabalhou até o dia 18 de junho de 2014 e, atualmente, não pratica
atividades profissionais, segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa
Social).
Segundo a certidão de cumprimento de pena disponibilizado pelo Tribunal
de Justiça de Minas Gerais, Bruno Fernandes receberia o livramento
condicional apenas em 2025. O ex-goleiro do Flamengo cumpriria pena
domiciliar até janeiro de 2034, quando a dívida com a Justiça finalmente
seria paga.
Acordo milionário
Neste ano, Bruno Fernandes entrou em acordo com o Flamengo para receber cerca de R$ 600 mil
em direitos de imagem e salários atrasados. O goleiro pedia R$ 2
milhões e pode receber R$ 1 milhão por conta de juros e correção
monetária. O clube da Gávea deve pagar as parcelas dentro de um acordo
com o Tribunal Regional do Trabalho, que destina todo mês uma quantia
para passivos trabalhistas.
Condenação
Condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio,
o atleta cumpre pena por homicídio qualificado, sequestro e ocultação
de cadáver na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Em 2014, Bruno
chegou a ser transferido para o presídio de Francisco Sá, no norte de
Minas, por ter assinado contrato para jogar no Montes Claros Futebol Clube.
Como não recebeu autorização judicial para participar dos treinos,
voltou para a unidade prisional da Grande BH, que fica mais perto da
casa da família.