O corpo da brasileira Christiana Ferreira da Silva, de 25 anos, de Belo
Horizonte, deve ser enterrado na Espanha, onde foi encontrada morta há
cerca de um mês. O motivo é a falta de recursos da família para realizar
o traslado e a impossibilidade de o transporte ser financiado pelo
Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty).
A jovem, que morava na Europa há sete anos, foi encontrada morta na cidade de Valência, onde vivia recentemente e divida um apartamento com outra brasileira. Essa jovem seria de Vitória, e foi identificada apenas como "Mônica" pela família. As causas da morte ainda não foram esclarecidas e a falta de informações preocupa os familiares de Christiana, que ainda não sabem como irão se despedir dela. O Itamaray informou que recebeu a notícia da morte da jovem no dia 25 de fevereiro.
"Ainda não fizeram a perícia do corpo dela ainda, está há um mês na geladeira. Nos ligaram ontem do consulado dizendo que o corpo poderia ser enterrado lá na Espanha, porque o Itamaraty não tem verba para fazer o traslado. E essa 'Mônica' mal nos responde, só fala quando quer, e ficou com todas as coisas da minha irmã. A gente não tem nada dela pra poder se despedir", conta a irmã de Christiana, Flávia Ferreira, de 31 anos.
A jovem, que morava na Europa há sete anos, foi encontrada morta na cidade de Valência, onde vivia recentemente e divida um apartamento com outra brasileira. Essa jovem seria de Vitória, e foi identificada apenas como "Mônica" pela família. As causas da morte ainda não foram esclarecidas e a falta de informações preocupa os familiares de Christiana, que ainda não sabem como irão se despedir dela. O Itamaray informou que recebeu a notícia da morte da jovem no dia 25 de fevereiro.
"Ainda não fizeram a perícia do corpo dela ainda, está há um mês na geladeira. Nos ligaram ontem do consulado dizendo que o corpo poderia ser enterrado lá na Espanha, porque o Itamaraty não tem verba para fazer o traslado. E essa 'Mônica' mal nos responde, só fala quando quer, e ficou com todas as coisas da minha irmã. A gente não tem nada dela pra poder se despedir", conta a irmã de Christiana, Flávia Ferreira, de 31 anos.
A assessoria do Itamaraty esclareceu que o órgão não tem autorização
para arcar com os custos do traslado de brasileiros que estão no
exterior, e que os custos teriam que ser arcados pelo próprio brasileiro
ou, em caso de morte, pela família.
"A gente não tem dinheiro pra trazer ela pra cá. E descobrimos só
depois que ela tinha tentado suicídio lá, e essa 'Mônica' não falou nada
com a gente, só disse que ela estava no hospital porque tinha batido a
cabeça. Isso foi em outubro ou novembro do ano passado, e ela ficou
internada três meses numa clínica psiquiátrica e passou a tomar remédios
controlados por causa disso. E a gente não estava sabendo de nada. Aí
no dia da morte, ela saiu e não apareceu mais. Só encontraram o corpo
dela e nos procuraram porque tinha o documento dela. É tudo o que
sabemos", conta ainda a irmã.
Flávia morou na Itália por cerca de oito anos, e Christiana morava com
ela no início de sua chegada a Europa, mas depois ela foi morar na
Espanha. Ela costumava sempre manter contato com a família e passava os
aniversários com a irmã, que voltou da Itália para o Brasil há cerca de
nove meses.
A morte da brasileira permanece um mistério. A família também não sabe
como andam as investigações em Valência, mas segundo Flávia, "Mônica"
continua usando as coisas de Christiana e tocando a vida normalmente na
cidade. "O consulado também nos disse que para pedir a investigação da
'Mônica' precisamos ir à Polícia Federal. Christiana também tinha um
dinheiro no banco lá, e nós não sabemos de nada sobre isso. Ninguém nos
fala nada", conta Flávia.
Por meio de nota, o Itamaraty enfatizou a impossibilidade de arcar com os custos do traslado. Confira, na íntegra:
"O Itamaraty informa que existem limites para os desembolsos
financeiros da assistência consular oferecida pelo Governo brasileiro. O
Itamaraty não pode assumir despesas e dívidas de qualquer tipo em nome
de um cidadão no exterior, portanto, os custos de consultas médicas,
internações e traslado no caso de problemas de saúde devem ser arcados
pelo próprio viajante. Deste modo, é altamente recomendável contratar um
seguro de saúde internacional antes de viajar. Mesmo havendo limites
para desembolsos financeiros os postos da rede consular buscam formas
alternativas de auxiliar os brasileiros em necessidade. No caso de morte
de um cidadão no exterior, o Itamaraty não pode arcar com os custos do
transporte do corpo, mas poderá prestar a assistência necessária para
que a família realize o traslado".
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